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Citações sobre a poesia

É preciso então que o saber se acompanhe de um igual esquecimento do saber. O não-saber não é uma ignorância, mas um ato difícil de superação do conhecimento. É a esse preço que uma obra é a cada instante essa espécie de começo puro que faz de sua criação um exercício de liberdade (BACHELARD, 1974, p. 352).


“para vencer a solidão do instante a poesia vai até mais longe do que a ciência, pois ela aceita o que ele tem de trágico” (JAPIASSU, 1977, p. 75). 


é palavra querida antes de ser palavra falada, (...) a poesia pura se forma no reino da vontade antes de aparecer na ordem da sensibilidade, (...) está longe de ser uma arte da representação. Nascendo no silêncio e na solidão do ser, desligada da audição e da visão, a poesia aparece, pois, como o primeiro fenômeno da vontade estética humana (BACHELARD, 1965, p. 276, citado por JAPIASSU, 1976, p. 105).

que podemos, na verdade, chamar de poético. A experiência pode adotar esta ou aquela forma, mas é sempre um ir além de si, um romper os muros temporais, para ser outro. Tal como a criação poética, a experiência do poema se dá na história, é história e, ao mesmo tempo, nega a história (...). A leitura do poema mostra grande semelhança com a criação poética. O poeta cria imagens, poemas; o poema faz do leitor imagem, poesia” (PAZ, 1982, p. 30).



existe sempre um pouco de razão; na recusa racional permanece sempre um pouco de paixão, (...) para o êxtase, é preciso que as antíteses se contrariem em ambivalência. Surge então o instante poético (...). No mínimo, o instante poético é a consciência de uma ambivalência. Porém é mais: é uma ambivalência excitada, ativa, dinâmica” (BACHELARD, 1985, p. 184).


“a transformabilidade metapsicológica do teórico devia ter como referência o jogo: o jogo da criança e a infância – brincando nas análises de adultos não são outra coisa do que um ‘pensar teórico’ em transformação” (FÉDIDA, 1989, p.100).


Esta particularidade estilística seria indicadora de uma particularidade epistemológica do discurso psicanalítico, destacando que a relação deste com a tradição literária não tem nada de acidental. Remete a uma problemática de fundamentos, que colocaria novamente em questão à principalidade epistêmica conferida à categoria de sentido face à categoria de explicação (BIRMAN, 1991, p. 13).



mais secreta intimidade da fala. Na medida em que funda negativamente o infantil, o estranho configura o único sítio dos lugares possíveis de construção e, assim sendo, da linguagem desse infantil. O estranho é a língua fundamental da intimidade do sonho e da fala da qual ele é a fonte (FÉDIDA, 1988, p. 81).



A transferência tem valor menos na medição do passado e mais porque o campo transferencial constitui o imediato da análise – o instante do encontro (...). Trágico e psicanálise se curvam ali naquele território existencial que favoreceu o acolhimento de todo “estranho em nós” (GRAÇA, 1995, p. 19).



o pressuposto é de que o processo psicanalítico seja uma prática de subjetivação, com as implicações ética e estética que admitem esta proposição axial. Vale dizer, a experiência analítica pretende realizar a produção de novas modalidades de existência de uma individualidade dada, na medida em que a suposta verdade do desejo possa ser reconhecida e apropriada pela individualidade (BIRMAN, 1997, p. 16).



“aquilo que herdaste de teus pais, apropria-te dele e faze-o teu” (FREUD, 1913/1988, p. 159; 1940/1989, p. 209).


“o que está em pauta para o sujeito, além da revelação da verdade do seu desejo, é a inflexão crucial que pode realizar na construção do seu destino” (BIRMAN, 1997, p. 67).

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José Nunes Pereira (J.Nunez) comerciante por profissão, no Marília Doces e Salgados, poeta (por vocação) pesquisador, criador do Imparcialismo, integrante do Movimento Artístico, intelectual e literário Os Imparcialistas. Editor por hobby.