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A poesia Para o Novo Contexto - A poesia Holística

A Construção da poesia para o novo contexto 

A poesia Imparcialista, em seu primeiro momento, de 2007 a 2014 deve a função de leitura do contexto pós-contemporâneo.

Os argumentos, os tratados, as teorizações e os discursos que construíram as sociedades modernas, estão  esgotados. Caminhamos para o confronto, para o  momento crucial  para o enfrentamento da realidade que foi manipulada e subjugada pelo desejo, pelas ilusões liberdades e por prazeres. Agora essa poesia está  a caminho da construção da poesia  de visão  holística e suas leis universais. 

A poesia Imparcialista retrata o contexto pós-contemporâneo. Essa poesia deixou as desconstruções, as desestruturas, as deformações, as desvalorizações humanas, as ilusões de liberdades, as valorizações dos objetos, as insanidades, as virtualizações da realidade, os fluxos inconscientes, as desconexões com o homem em sua natureza primitiva, no  corpo e  na alma. Abandonamos essas desestruturações que caracterizam e retratam o homem e a sociedade moderno em suas deformações.

Essa nova poesia está agora no fim do discurso, no fim da análise de seu tempo. Isso porque todos os argumentos relativista e niveladores, natural da sociedade moderna, com suas liberdades com base no vício, no sexo e no prazer individual, foram vencidas pelas consequências do modernismo, suas explorações, ilusões de liberdades, materialismos e teorizações relativistas e niveladoras. A poesia, vai solitária, para a visão holística do  homem em sua eterna condição primitiva  no corpo e na alma.

 O poeta que mais representa  essa nova linha de pensamento é Saulo Menezes Castro com sua poesia de visão holística. 

 Espaço Vazio

Voar é caminhar sem chão,
Pousar é descansar asas,
Existir é preencher espaços,
Pensar é viver o passado
Ou adiar as incertezas do que virá,
Calar é existir dentro da eternidade.

O monge de manto amarelo
Chega ao silêncio ,transcende o nada;
Contempla à eternidade...

O espaço é faminto, e engole universos...
O espaço vazio entre o passado e o futuro,
É o instante, é a eternidade...
O espaço vazio, é a prova
da existência do nada,

Nada é tão pequeno que não ocupe espaço,
Nada é tão sólido que não tenha vazio.
O nada é o espaço vazio,
Que ainda existe, mesmo que preenchido.

A medida entre uma coisa e outra,
É apenas à medida entre uma coisa e outra,
Porque o espaço é infinito...

O espaço é ocupado ou desocupado,
Mas ainda assim, continua existindo.
Caminhar é preencher espaços,
E o ponto de partida
Desta caminhada sem chão,
É sempre depois de uma queda.

Saulo Menezes Castro 
J.Nunez 

10/10/2009 

Visões Holísticas 

O sol que desce por de trás das residências populares 
Harmoniosas e enfileiradas, projetadas e justas... 
Esse sol que cai por de trás dessas casas 
Deixa sua luz de fim de tarde sobre as sementes 
No topo dos capins que nasce a beira das calçadas. 

A cor lindamente rosada, que de longe, desvulgarizam 
As sementeiras do capim que nasceu 
Nas rachaduras das calçadas. 

Ande duas quadras mais, numa manhã de domingo, 
Numa manhã em que o ainda pensa 
Em apontar sua cara para um novo dia, 
Em uma dessas manhãs vá até a Praça José Hermógenes 
E sinta o vento, a natureza, a rotação da terra e da lua, 
O voo dos pássaros o balanço do mar, 
Em fim, o seio desse universo que respira, 
Tudo nos movimentos harmoniosas do Tai Chi Chuan.
 
Hoje é meu dia de índio, aos sábados e domingos eu sou índio, 
Eu sou biologicamente um pouco índio, 
Não só pelo fato de ser um brasileiro, naturalmente mestiço, 
Mas também pelo fato de eu ser holístico 
E respirar com o mesmo pulmão do universo.
 
Amanhã é segunda-feira, vou para o trabalho com 
Essa minha visão holística empresarial, 
Assim eu sou atemporal, holístico. 

Cícero Fernández 
J.Nunez 

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O Novo Contexto Para a Literatura Contemporânea

José Nunes Pereira

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José Nunes Pereira (J.Nunez) comerciante por profissão, no Marília Doces e Salgados, poeta (por vocação) pesquisador, criador do Imparcialismo, integrante do Movimento Artístico, intelectual e literário Os Imparcialistas. Editor por hobby.