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Formação de leitores


COMPAGNON (2006) diz: "o sentido é, pois, um efeito experimentado pelo leitor, e não um objeto definido, preexistente a leitura".

[...] a linguagem como um sistema comunicativo não é um dado a priori a ser descoberto ou reconstituído. Mesmo como código ou gramática, é de natureza intersubjetiva, não pertencendo ao indivíduo: ao mesmo tempo em que é parcialmente constituído e assumido como dado, precisa ser realizado concretamente em atos de comunicação para que se constitua como “real, possível e significativo” para determinados atores, em determinado lugar (SIGNORINI, 1995, p. 175). 


Góes & Souza (1998) [...] subjacentes a estas práticas comunicativas, está o pressuposto de que a partilha de uma língua comum é prescindível e de que a língua tem o mesmo estatuto de qualquer outro sistema semiótico. De qualquer modo, as formas de comunicação vão pouco a pouco se construindo mas sem possuírem as dimensões históricas e de sistematicidade de uma língua. Por isso, em vez de um trabalho efetivo de linguagem sobre o mundo e sobre a própria linguagem, os interlocutores realizam árduas operações de construção de uma língua que, afinal das contas, não encontrará condições lingüísticas de emergência, o que torna o trabalho escolar em um fazer e desfazer perpétuos (1998, p. 72). 


[...] Quando se diz que o importante nos livros, está nas entrelinhas, ou atrás das palavras 
impressas, o que se quer dizer é que aquilo que os livros contêm não é diferente da vida. Escritos por homens, eles refletem o que é humano (SILVA, 2002, p.41). 

Quando falo de escolas, remeto-me especificamente ao trabalho dos professores, como fundamentado em concepções de mundo e em preparação técnica para a prática do ensino da leitura. (Silva, 2003: p.109).

... a leitura é o momento crítico da constituição do texto, pois é o momento privilegiado do processo da interação verbal: aquele em que os interlocutores, ao se identificarem como interlocutores, desencadeiam o processo de significação. Assim, o texto não resulta da soma de frases, nem da soma de interlocutores: o(s) sentido(s) de um texto resulta(m) de uma situação discursiva, margem de 
enunciados efetivamente realizados. (Orlandi, 1996: p.193-194)


 O livro didático em questão: O livro didático não funciona em sala de aula como um instrumento auxiliar para conduzir o processo de ensino e transmissão do conhecimento, mas como o modelopadrão, a autoridade absoluta, o critério último de verdade. Neste sentido, os livros parecem estar modelando os professores. O conteúdo ideológico do livro é absorvido pelo professor e repassado ao aluno de forma acrítica e não distanciada.(Freitag, 1997: p.111)

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